Extração de minério residual em bacias de rejeito
O Brasil produz 2,8% do ouro do mundo. A extração utiliza a cianetação, processo muito tóxico que pode causar graves problemas para saúde humana e meio ambiente, cujos resíduos são depositados em bacias de rejeito. O rejeito depositado ao longo de décadas em 56 bacias de rejeito no Brasil é equivalente ao peso de 251 milhões de elefantes, suficiente para encher o estádio do Maracanã 1200 vezes, cobrir com um palmo de resíduos tóxicos as cidades de Nova York, Londres e Berlim juntas ou uma rodovia em pista dupla entre a Terra e a Lua!
Esses rejeitos contêm ouro refratário, economicamente inviável por cianetação, e os depósitos mais antigos são mais ricos, pois os processos foram aperfeiçoados através dos muitos anos de operação. A extração desse ouro residual equivale, para cada g/t de rejeito, a produção brasileira de ouro por 18 anos, além de ser muito eficiente pois, contido em bacias de rejeito, eliminam-se geologia, perfuração, desmonte, remoção e cominuição, etapas que adicionam custos e incerteza à mineração.
Desenvolvemos uma técnica inédita e eficiente para extrair o ouro residual de bacias de rejeito. A validação em laboratório permitiu a extração de 93% do ouro residual e a redução da toxicidade do rejeito depositado na bacia.
Agregação de valor a resíduos de mineração
A mineração é uma atividade importante no Brasil e cresceu de 0,8% para 4% do PIB entre 1995 e 2014 (IBGE e DNPM). Em 2020 o setor faturou R$ 209 bi, 36% acima de 2019 (IBRAM) e globalmente, são esperados US$ 800 bi em novos investimentos até 2031 (McKinsey). Reflexo dessa atividade, em 2017 existiam 817 barragens de rejeito, 27% associadas a elevado dano potencial (Agência Nacional de Águas). Dentre essas 817 barragens, segundo o DNPN (database 2016), 247 são de rejeitos de mineração de ferro, estando 88% localizadas no estado de Minas Gerais e somando aproximadamente 606 milhões de toneladas de rejeito. O empobrecimento das jazidas de minério de ferro, devido à redução de teor decorrente da extração, ocorre paralelamente ao ganho de força da atividade extrativista devido a entrada de novos países nas cadeias globais de valor, tais fenômenos apontam para o crescimento acelerado de bacias de rejeito mineral pelo país.
A Innovatus Brasil propõe aprimorar um processo energeticamente eficiente desenvolvido em seu laboratório: a utilização das micro-ondas como fonte de calor para produção de granito sintético a partir do material disponível nas bacias de rejeito de mineração, produzindo matéria-prima industrial para produtos vitrocerâmicos, atendendo a demanda do setor de construção civil.
Sinterização de cerâmicas vermelhas
A cerâmica vermelha é largamente utilizada em peças para construção civil e uso doméstico: blocos, tijolos, telhas, tubos, lajotas, placas e vasos. Anualmente, as 6.900 empresas faturam R$ 18 bilhões e fabricam 50 bilhões de tijolos e 16 bilhões de telhas. O processo fabril utilizado há milhares de anos, consiste na conformação de peças que são posteriormente secas e “queimadas” em fornos por períodos de até 36 horas contínuas que, alimentados majoritariamente por madeira ou gás, ameaçam o meio ambiente com seu alto consumo energético.
Micro-ondas são conhecidas pela alta eficiência com que convertem energia elétrica em calor e diversas aplicações industriais estão sendo desenvolvidas e implantadas ao redor do mundo. Fornos por micro-ondas proporcionam alta eficiência para secagem e sinterização de peças e deslocam o gás como fonte energética, dispensando os altos custos de implantação de infraestrutura pública.
A Innovatus Brasil desenvolveu um processo inovador utilizando micro-ondas que apresenta elevada uniformidade de calor durante a sinterização e secagem da cerâmica, garantindo maior qualidade no produto e eficiência energética.
Solda e tratamento térmico de peças metálicas
A tendência da substituição da alvenaria pelo aço na construção e o aumento da demanda de processos de soldagens automatizadas pelas indústrias automobilística, ferroviária e aeronáutica elevaram a importância dos processos de soldagem e tratamento térmico na indústria. Embora técnicas de soldagem e tratamento térmico de peças metálicas já sejam historicamente conhecidas, existem ainda empecilhos causados pela falta de controle de temperatura e erros técnicos relativos ao fator humano.
A Innovatus Brasil desenvolveu um processo de soldagem e tratamento térmico de peças metálicas baseado em fontes industriais de micro-ondas de alta precisão e controle térmico, completamente automatizado




